BOLETIM INFORMATIVO 45/2009

Horário de Funcionamento da Sede do NEMA CUMURU
Segunda a Sexta Feira 9:00 às12:00 e 14:00 às 17:30
Sábado 9:00 às 12:00
O QUE ESTÃO FAZENDO COM A RESTINGA DA PONTA DO MOREIRA,
MESMO QUE SEJA LEGAL, É PROFUNDAMENTE IMORAL
Baixe e imprima um poster sobre a destruição da restinga da Praia do Moreira CLIQUE AQUI.
Uma imagem vale por mil palavras. Vejam as fotos recentes da Ponta do Moreira retratadas no album do fotógrafo Paulo Mattos!
Até o momento recebemos 41 mensagens de vários estados com manifestações de repúdio a destruição da Ponta do Moreia. Para ler estas mensagens cliquem no final do blog onde diz 41 MENSAGENS. A última mensagens um profissional do ICMBio relata as providências tomadas até o momento e o que ainda se pretende fazer
Desde sua criação o NEMA CUMURU tem pautado sua linha de atuação na busca de soluções que contribuam para a manutenção do maior patrimônio de Cumuruxatiba - Suas belezas naturais.
Estamos convencidos de que nehuma ação na região pode ser qualificada como progressista se não tiver em sua linha principal de ação a conservação do meio ambiente de Cumuruxatiba.
Sempre fugimos ao simples denuncismo procurando buscar soluções junto com a comunidade na medida de nossas condições.
No entanto não pudemos nos furtar a denunciar, em outubro de 2007, a ação de proprietários de terras na Praia do Moreira quando em uma visita normal nossa aquela Praia deparamos com porteiras com cadeados. Veja o blog Cumuruxatiba Praia Para Todos.
Em poucos dias destroçaram uma das maiores belezas daquela área - a vegetação de sua restinga.
Ao entrar no caminho que leva a Praia já podemos notar a transformação. A vegetação de restinga ocupava ambos os lados da rua.

Foto anterior do caminho na entrada para o Moreira
Agora apenas um dos lados ainda conservava a vegetação original.

Foto atual do caminho na entrada para o Moreira
Outro fato que se destaca é o absurdo uso de 8 fios de arame farpados nas cercas criando grandes dificuldades para a circulação de animais silvestres nestas áreas.

Cercas agressivas usadas na proteção das áreas no Moreira
O mais terrível no entanto foi a destruição impiedosa da vegetação de restinga próxima à falésia que leva a Praia. Em lugar das belas flores que tivemos oportunidade de mostrar no blog Cumuruxatiba Praia Para Todos, apenas destruição. Esta sequência de fotos mostram claramente o acontecido.

Foto anterior - Floresta de Mussununga
com árvores mais baixas e esparsas que acompanha cordões de solos arenosos. Nesta fisionomia é abundante a ocorrência de bromélias (23 espécies) no solo, nos troncos e nas copas, orquídeas (57 espécies) e aráceas (21 espécies).
Fonte: Vale 2008.Reserva Natural Vale.

Foto atual - Floresta de Mussununga totalmente destruída.

Foto anterior - Vegetação de restinga própria de terrenos salinos, formada por ervas, arbustos e árvores. Predomina no litoral da Bahia ao Rio de Janeiro e no do Rio Grande do Sul. Os destaques são a aroeira-de-praia e o cajueiro. Recebe os efeitos da mesma ação destrutiva a que está exposto o mangue.

Foto atual - Vegetação de restinga destruída.

Foto anterior - Poças de restinga que abrigam espécies altamente ameaçadas dos gêneros Simpsonichthys e Leptolebias

Simpsonichthys myersi espécie ameaçada de extinção que habita poças de restingas do sul da Bahia e norte do Espírito Santo.

Foto atual - Drenagem absurda da restinga com destruição de habitats de espécies ameaçadas de extinção.

Foto anterior - Vegetação da restinga

Foto atual - Vegetação de restinga destruída.

Foto anterior - Estas bromélias alem de sua beleza oferece abrigo para espécies de anfíbios que se alimentam de insetos mantendo um equilíbrio natural.

Foto atual - Ações desiquilibradas que comprometem a sobrevivência de todos.

Foto anterior - Delicadeza das flores da restinga.

Foto atual - Brutalidade de quem acredita-se acima da natureza.

Foto anterior - Mensagem de paz na beleza desta outra flor da restinga.

Foto atual - Mensagem belicosa de quem quer se impor como cercas e mourões.
Esta última foto mostra o completo desrespeito pela comunidade. Em pleno inicio da temporada foram colocados mourões no meio da rua, impedindo o acesso à Praia.

Foto do fotógrafo Paulo Mattos tirada em 10-12-2008.
Na foto acima tirada em 10 de dezembro de 2008 e publicada no album do fotógrafo Paulo Mattos já se percebe toda a área que teve sua vegetação removida, vendo-se também os drenos na restinga. Posteriormente foi removida também a pouca vegetação que ainda precebe-se do lado direito da Rua de acesso a Praia. A foto não mostra a área de acesso à Praia (um pouco mais à direita) onde a vegetação da restinga foi removida até próximo a escarpa da falésia.
O NEMA CUMURU enviou em 30 de dezembro de 2008, o seguinte e-mail para o Eurípedes (Parque Nacional do Descobrimento) e Ronaldo Baguinha (Resex):
de NEMA CUMURU
para Eurípedes Pontes Junior e Baguinha
data 30 de dezembro de 2008 17:46
assunto; Praia do Moreira
Olá Eurípedes e Baguinha.
Estamos todos chocados em Cumuruxatiba com a destruição da vegetação da restinga perpetrada nesta última semana na falésia que dá acesso a Praia do Moreira.
Estamos sendo muito cobrados pela população e precisamos saber se estas ações estão respaldadas legalmente.
Não temos dúvidas quanto a tratar-se de uma ação completamente imoral, mas precisamos saber se é legal?
Agradecemos por uma resposta de vocês.
No mesmo dia recebemos a seguinte resposta de Ronaldo Baguinha.
de RONALDO FREITAS OLIVEIRA OLIVEIRA
para nemacumuru@gmail.com, pontesjunior@yahoo.com.br
data 30 de dezembro de 2008 21:19
assunto RE: Praia do Moreira
Prezad@s Parceir@s do Nema,
Teremos que verificar junto aos proprietários se eles têem alguma licença fornecida pelos demais órgãos ambientais, mas adianto que não houve qualquer solicitação junto à RESEX para ações na área do Moreira.
Informo que cabem denúnciar ao Ministério Público, ao IBAMA (0800618080 ou http://www.ibama.gov.br/ouvidoria-linhaverde/index.php/servicos/como_denunciar/) e aos órgãos estadual (IMA = 0800711400) e municipal de meio ambiente. Devemos fazer nosso papel de cobrar ações de todo SISNAMA.
Ainda esta semana darei uma passada por aí para ver isso e outras questões.
Grande abraço
Axé
BAguinha
Observamos que violência similar ocorreu recentemente próximo a entrada do condomínio Outeiro da Brisas tendo sido denunciado a APA de Caraíva. Após notificação do CRA o proprietário obrigou-se a corrigir o erro cometido. Ver notícia.
Os membros da Comunidade devem acionar os orgãos mencionados pelo Ronaldo Baguinha para obtermos a informação de se estas ações são legais. Caso não sejam, pensamos que o Ministério Público poderia aplicar fortes multas ambientais que seriam aplicadas na difícil reconstrução da restinga e em outros projetos locais de recuperação ambiental.
DADOS ADICIONAIS:
Trata-se de área rural no distrito de Cumuruxatiba, Prado, BA. Está localizada na margem esquerda do caminho que saindo da estrada entre Cumuruxatiba e Barra do Cahy, conduz até a Praia do Moreira e Praia de Imbassuaba. (Aproximadamente entre as cordenadas 17,065 e 17,045 Sul e 39,190 e 39,165 Oeste).

Mapa mostrando a localização da área atingida.
A área está localizada a apenas 3,3Km dos limites do Parque Nacional do Descobrimento e nos limites da Reserva Extrativista Marinha do Corumbau. Conforme o artigo 2º da Resolução Conama no 13 de 6 de dezembro de 1990, nas áreas circundantes das Unidades de Conservação, num raio de dez quilômetros, qualquer atividade que possa afetar a biota, deverão ser obrigatoriamente licenciadas pelo órgão ambiental competente. Não temos conhecimento de nenhum licenciamento ambiental fornecido para atividades nesta região.

Mapa mostrando a distâncias com os limites da Unidades de Conservação.
A resolução do CONAMA 303 de 20 de Março de 2002, publicada no DO de 13/05/2002, da estabelece como APP as restingas em uma faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de preamar máxima. A área de restinga que teve toda a sua vegetação natural destruída encontra-se dentro desta faixa. (ver fotos acima)
A redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989, a alínea g do artigo 2o. da Lei 4.771 de 15 de Setembro de 1965 estabelece como APP “as bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais”. A área de restinga que teve toda a sua vegetação natural destruída encontra-se dentro desta faixa.(Ver fotos acima)
BOLETIM INFORMATIVO 44/2008


NOSSOS RIACHOS
Projeto de Recuperação do Rio da Barrinha.
O NEMA vem se preparando para a execução deste projeto (veja na parte final as atividades já realizadas) tendo definido as seguintes necessidades:
1. Melhoria de sua infra-estrutura
Com este objetivo foi tomada a decisão de compra de um computador e a conexão deste a InterneT por meio de provedores locais. O computador já foi comprado. É um Pentium Dual Core E2180 2.00 GHZ; memória DDR2 de 2GB; disco rígido de 250GB e Sistema Operacional Linux
A tarefa agora é conseguir um provedor de Internet. Estamos fazendo contato com nossa sócia fundadora Jalene para ver se consegue uma doação da Maximidianet. Uma outra opção seria um oferecimento de pessoas que pudessem bancar a mensalidade de R$ 80,00 mensais. É fundamental, para que o NEMA busque os financiamentos de projetos, possuir uma infra-estrutura mínima, que o conecte a Internet.
Como último item para a melhoria de nossa comunicação estamos colocando no ar o “Forum NemaCumuru“. Ele vai permitir que as comunicações de todas as atividades sejam disponibilizadas de forma rápida para conhecimento de todos. Vai permitir também que qualquer interessado deixe suas críticas, sugestões e colaborações. O Fórum ainda está em elaboração e logo, logo estaremos enviando convites para participação em mais este meio de comunicação do NEMA.

Foto de satélite da bacia do Rio da Barrinha
2. Projeto Piloto
O NEMA elaborou um projeto piloto para a proteção da nascente principal do Rio da Barrinha.
Este projeto prevê o plantio de 2.000 mudas em um raio de 50m ao redor da nascente. Suas principais atividades serão:
2.1. Autorização do proprietário - Deverá ser assinado com o proprietário do local, onde está a nascente, um documento em que ele autorize a realização do projeto e se comprometa em cooperar para a manutenção da área replantada.
2.2. Isolamento da área de plantio - Após o termo de autorização será necessário cercar a área onde será realizado o plantio das mudas. Para o cercamento de bovinos será necessário providenciar:
a. 1.650 metros de arame galvanizado com diâmetro mínimo de 1,6 mm e alta resistência à ruptura (350 Kgf) - para cerca com 3 arames;
b. Mourões (postes, esteios ou esticadores) de eucalipto tratado, roliços, com diâmetro entre 15 e 20 cm e com 2,30 ou 2,50cm de altura. O topo deve ser chanfrado para evitar infiltração de água;
c.Componentes diversos para montagem da cerca.
2.3. Local para recebimento das mudas - O local para recebimento das mudas deverá ser preparado antes da chegada das mesmas e do adubo. Deverá ficar próximo ao local de plantio e de fácil cuidado para que as mudas não sofram até o plantio definitivo.
2.4. Limpeza do terreno - A área cercada com arame deverá ser limpa de matos e ervas, evitando-se cortar pequenas mudas que possam existir no local. O terreno não deverá ser muito revolvido e em nenhuma hipótese o mato retirado será queimado.
2.5. Marcação das covas - A marcação das covas será realizada a partir de um centro estimado para as nascentes. Serão traçados círculos concêntricos com diâmetros crescentes de 2 em 2 metros até 50 metros. Em seguida em cada círculo serão marcados pontos distantes aproximadamente 2 metros uns dos outros, cuidando-se para as marcações de círculos vizinhos não fiquem alinhadas.
2.6. Abertura das covas - Em cada ponto marcado serão abertas covas com dimensões aproximadas de 30 cm de diâmetro por 40 cm de profundidade. Em cada cova será aplicado 6 litros de esterco de curral (20% do volume da cova) ou 3 litros de esterco de galinha (10% do volume da cova).
2.7. Transporte das mudas e adubos - As mudas e adubos deverão ser transportadas desde o local de produção até o local de plantio.
2.8. Mobilização para o mutirão - A comunidade deverá ser mobilizada nos diversos níveis para participar do mutirão de plantio.
9. Mutirão de plantio - Nos dias determinados para o plantio as pessoas deverão ser deslocadas até a área de realização dos trabalhos.
10. Cuidados e manutenção das mudas - Após o plantio será estabelecido o plano de cuidados e manutenção das mudas, acertados com o proprietário. Deverá haver um controle, em períodos pré-estabelecidos, destes cuidados.
As quinhetas mudas iniciais já foram doadas por um viveiro de Imbassuaba, que também irá ajudar nos adubos e coordenação do plantio. Nossa conselheira Dani está fazendo gestões para conseguir as 1.500 mudas faltantes. Nosso parceiro Ronaldo Baguinha também está buscando outros parceiros para fornecimento das mudas e de estacas para a cerca. Estamos abertos a receber toda cooperação possível.

Foto de satélite da nascente principal do Rio da Barrinha
3. Construção de Parcerias
O NEMA está fazendo contato com diversas entidades para estudar a possibilidade de parcerias durante o projeto. Uma vez identificados os parceiros e o tipo de cooperação serão assinados convênios de parceria. Estas parcerias são muito importantes no momento de se pleitear financiamentos. Pedimos aos grupos e associações que desejem participar neste projeto que façam contato conosco.
3. Viveiro de mudas
Para a execução do projeto completo de recuperação da mata ciliar do Rio da Barrinha serrão necessárias cerca de 60.000 mudas. O NEMA está desenvolvendo um projeto para realização deste viveiro. Ele deverá além de produzir as mudas que vamos necessitar, ser um importante elemento de Educação Ambiental envolvendo crianças, jovens e adultos da comunidade.
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UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
Délia Ladeia, Coordenadora do Polo UAB de Itamaraju comunicou o início do curso de graduação em Matemática.
A Universidade Aberta do Brasil é uma proposta de parceria entre os governos Federal, Estadual e Municipal de Educação Inclusiva, que abre novos caminhos e perspectivas para insersão do ensino superior público na modalidade à distância no interior do País.
Itamaraju é pólo da Universidade Aberta do Brasil e firmou parceira com a Universidade Federal da Bahia -UFBA na oferta do curso de graduação em matemática. Esta é uma excelente oportunidade para as Secretarias Municipais de Educação da região do Extremo Sul incentivar os seus professores à graduação e a toda a comunidade, pois o pólo é regional.
As inscrições para o vestibular de matemática pela UFBA foram abertas de 02 a 11 de setembro, e ofereceram 50 vagas sendo 25 para categoria I destinada os professores com vínculo na Rede Pública de educação com atuação na região do pólo UAB e 25 vagas para categoria II destinada a demanda social.
Parabéns por mais este passo.
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Foto de uma das nascente do rio Imbassuaba no PND.
Conselho Consultivo do Parque Nacional Descobrimento
Relatório de participação do NEMA nas reuniões do Conselho do Parque
Reunião de 27/05/2008
Visita a Mineração Monte Pascoal
Foi feito um breve histórico sobre o caulim, que é utilizado para a fabricação de tintas, remédios, etc. Mostraram as ferramentas e equipamentos que são utilizados para as escavações e as camadas de solo que são coletadas e analisadas. Depois visitamos as covas que são feitas para a extração do caulim. Essas chegam a atingir mais de 40 metros de profundidade. Vimos também o caulim depois de extraído, fica em montes em volta das covas, esperando ser transportado para a sede para lavagem, pois o caulim tem algumas qualidades, sendo numeradas de 1 a 4. Essa numeração é feita de acordo com a pureza do lote, por exemplo, o lote que tem mais caulim puro é numerado como lote 1. Conforme ele está misturado com outros minérios, vai aumentando a numeração. Eles também mostraram os relatórios (EIA/RIMA) e o plano de recuperação da área que foi degradada. Neste caso, depois da total extração, eles pretendem aterrar até certo ponto e depois completar com água para fazer uma lagoa nesta área. Eles possuem um pequeno viveiro de mudas. Estas são plantadas no entorno das covas, e algumas foram distribuídas para os participantes.
Relatório de atividades do PND em 2007
O PND tem 9 anos de criação (desde 20/04/1999) e possui 21.000 hectares. Foi mostrado o relatório de todas as atividades e todos os gastos do PND. Cada cadeira do conselho recebeu uma pasta com os relatórios, as atas das reuniões anteriores e a Lei da Vida - lei de crimes ambientais.
Reunião de 26/08/2008
A reunião aconteceu no Assentamento 1º de abril. Primeiro contou-se um pouco sobre a história do assentamento. Ele foi criado em 1989 e possuía 571 hectares doados pelo governo estadual, mas depois a terra foi reduzida para 491 hectares. Tem 40 posseiros, possui uma APP (Área de Proteção Permanente), mas sem a área adequada. Foi feita uma caminhada pelo assentamento, para conhecer um pouco mais da estrutura. A reunião foi dentro da faculdade do Assentamento, que possui auditório, dormitórios, refeitório e um grande salão central.
Dois tópicos seriam abordados nesta reunião: mineração e eucalipto. Na verdade só a mineração Monte Pascoal que foi avisada, o representante do eucalipto (Vinícius - Aracruz) deu explicações, mas não foi avisado que seria feito desta maneira.
Eucalipto
Eurípedes, do ICM-IBAMA fez um breve resumo do que está acontecendo com as plantações de eucalipto no entorno do Parque. Na verdade, existem duas empresas que exploram esta área, a Aracruz e a CBF, esta última não tem licença para estar operando na região e está em área de nascente.
O plantio na região começou em 2002/2003. Em 2005, o Ministério Público Federal proibiu o plantio de eucalipto até 10 km do entorno de qualquer unidade de conservação. Foi feito um acordo em que as empresas do entorno deveriam pagar uma compensação, criando um fundo sócio-ambiental e liberando os resíduos do eucalipto para o artesanato, diminuindo assim a exploração de árvores nativas para esta finalidade. Para receber esses materiais, é necessário que a pessoa seja cadastrada e que ela própria os retire, o que inviabiliza seu usos para muitas pessoas.
Existe também uma lei municipal que proibe áreas de plantio de eucalipto maiores que 700 hectares.
Os representantes presentes na reunião questionaram sobre qual seria o verdadeiro retorno para a comunidade, já que as promessas que o setor do eucalipto faz, tais como melhores estradas, melhorias para as comunidades do entorno, etc, na maioria das vezes não estão sendo concretizadas. Pelo contrário só estão trazendo transtornos e riscos nas estradas.
Os principais questionamentos foram:
1. A barcaça, que está afetando os pescadores e as baleias, pois está passando dentro da área da Resex-Corumbau.
O representante da Aracruz argumentou que a barcaça que faz esse percurso é de responsabilidade da Veracel. Que a Aracruz tem uma participação de 50% Veracel, e que essa reclamação seria levada ao representante da Veracel para que eles tomem as devidas providências.
2. O transporte, tanto em relação as estradas e pontes como as carretas (motoristas irresponsáveis)
Foi dito que a estada principal é de responsabilidade do governo estadual (DERBA) e que a Prefeitura recebe verba para fazer a manutenção desta estrada. A estrada litorânea é municipal. O Vinicius, disse que a empresa é co-responsável, e quem tem a maior responsabilidade é o “fomentado” (o dono da terra onde é realizada o plantio)pela Aracruz. Ele disse que pode entrar em parceria com a comunidade, mas que normalmente as melhorias das estradas são realizadas e mantidas pela Aracruz.
Quanto a ponte do Rio Japara Grande e Mirim, foi mencionado que foram mal projetadas, pois já era previsto a passagem destas carretas que pesam em média de 50 toneladas.
Com relação ao comportamento irresponsável de alguns motoristas, ele disse que se anotar a placa da carreta, o motorista é mandado embora na hora.
Com relação a exploração da mão-de-obra: foi alegado que se está havendo exploração é por parte dos fomentados ou terceirizados destes, pois a Aracruz tem uma ótima relação empresa-funcionário.
Depois destas justificativas ele explicou os primeiros passos para o plantio de Eucalipto. Antes de fazer o fomento, a Aracruz faz um levantamento da APP, que deve ser de 20% do total da propriedade; mede-se também a Reserva Legal, uma área além da APP; mapeia os efetivos locais de plantio e verifica as estradas, se a área é de mata ou pastagem, etc…
Para começar o plantio: deve-se aplicar herbicida (glicofosfato) e depois a subsolagem (trator de esteira; fosfato reativo). Calagem (se necessário, mas é feita praticamente anual) e depois de um ano mais adubação. O potássio há uma diminuição da concentração. O monitoramento de pragas e doenças é feito a análise do patógeno e usa-se um agrotóxico de tarja verde. O trabalho dura 120 dias, sendo irrigado até os primeiros 25-30 dias, depois é só monitoramento.
Uma diferença das plantações de eucalipto feitas no Espírito Santo (ES) e na Bahia (BA) seria que no ES predomina a agricultura familiar (3% é para eles), já na BA, são 38.000 hectares de fomento, sendo apenas 2.000 contratos, pois as terras estão na mão de poucos, os proprietários visam o comércio. Uma solução seria trazer modelos de contratos para trazer a agricultura familiar nos padrões da BA.
Mineração
O Caulim é usado na fabricação de medicamentos, ração, tintas, etc. A extração é feita através de escavação e armazenamento do composto. Por ele ser úmido, não há suspensão. Depois ele é levado por caminhões para ser feita a lavagem. O beneficiamento é feito no Guarani, e os efluentes são 100% reciclados, não havendo emissão. Já foi feito o EIA/RIMA que será analisado pelo Ibama.
Sempre estão pesquisando para descobrir novas áreas de reserva de Caulim. Quando acham uma área em potencial, tem que pedir uma guia de autorização para estudar a área. Eles acharam uma área de 900 hectares, que fica a 500m do PND, mas para começarem explorar precisam da anuência do Ibama para poder fazer poço para pesquisar e explorar a área, e essa área de pesquisa é de apenas 3 hectares. Eles precisam fazer esse levantamento e entregar o relatório para conseguir a guia de utilização, se a área for própria para a exploração. A mina seria de no máximo 30 hectares.
Os impactos causados pela mineração: alteração de microclima (luz, barulho, etc); afastamento da fauna; sedimentos nos cursos d´água, atrapalhando o crescimento limnológico, interferindo no crescimento de corais, crustáceos, etc.
Plano de Manejo do PND
Saiu a licitação para fazer o plano de manejo. O PND é o último maior fragmento de mata atlântica do nordeste. Dentre as 57 Unidades de Conservação apenas 2 tem plano de manejo. Destre outras coisas, deve-se decidir qual é a melhor área para visitação, onde terá menos impacto para garantir a integridade do ecossistema.
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Projeto de Recuperação do Rio da Barrinha
Atividades realizadas.
Agosto/2008
Foram entrevistados os moradores da área rural, sendo identificado as seguintes propriedades:
1ª - Proprietário: Rafael - Moradores: (Ainda não encontramos com eles)
2ª - Proprietário: Genival Gama - Moradores: Gervásio e Catarina
3ª - Proprietário: Sônia Gama (do outro lado do rio)- Moradores: Diba
4ª - Proprietário: Genival Gama - Moradores: Marineide e José Nascimento
5ª - Proprietário: Mançoete Gama - Moradores: Leidimária
Houve visita na nascente com o Paulo Matos. Foram feitas várias fotos deste dia. Íamos coletar o solo para análise, mas não deu certo.

Nascente do Rio da Barrinha

Represa próximo a nascente do Rio da Barrinha, sem mata ciliar

Rachoviscus graciliceps e Aspidoras virgulatus duas espécies encontradas próximas a nascente do rio. A primeira consta da lista de ameaçados de extinção
Reunião do Conselho do Parque Nacional do Descobrimento.
Fomos a Caravelas para conhecer a sede do Projeto Manguezal/Cepene (Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral do Nordeste). Conhecemos a sede que fica em Ponta de Areia e o viveiro de mudas fica na Aracruz, no embarque das barcaças de eucalipto.
Setembro/2008
Visita a nascente em 18/09. Recebemos umas dicas de como aproveitar as mudas naturais que já estão lá para que elas se desenvolvam melhor e mais rápidas. Também que com o desmatamento e queimada da área, todas as plantas estão indo atrás dos nutrientes que estão ficando nas baixadas (sendo lixiviados) e por isso tem tantas plantas que nem são de beira de rio nas margens.
Em 20/09 houve outra visita a nascente com o pessoal do Projeto Manguezal. Foi feita no dia da festa da Resex. Nós encontramos o Seu Genival Gama, um dos donos das terras em que o rio passa e ai ele nos recebeu super bem! Veja foto dele com todos nós em volta.

Grupo do Projeto Manguezal é recebido pelo NEMA
Depois o Seu Diba mostrou as outras nascentes que ainda não conhecíamos, como esta que tem a represa.

Grupo visita o rio e é recebido pelo Sr.Diba
Em 24 de setembro foi coletada amostra do solo da nascente para análise.
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Em 22-out-07 foi gasto R$36,80 com Xerox e autenticação para o CGC
Em 7-nov-07 foi paga uma ajuda de custo de R$50,00 para a Dani e Eli participarem na reunião PND.
Em 26-set-08 foi comprado um computador de Pentium Dual Core E2180 2.00 GHZ; memória DDR2 de 2GB; disco rígido de 250GB e Sistema Operacional Linux por R$ 1.129,00.
Nosso saldo atual é de R$ 1.189,79.
Em nossa sede, exposto no quadro de avisos, está a disposição de todos os sócios e visitantes, a relação dos recursos recebidos e dos gastos realizados.
Nosso livro caixa está disponível também na Internet.(clique aqui).
Está disponível também em nossa Sede, para consulta de nossos associados, o Estatuto, as Resoluções do Conselho, o livro de atas das reuniões do Conselho Deliberativo e os textos dos projetos aprovados pelo NEMA. Pedimos a nossos visitantes que assinem o livro de presença e deixem seu e-mail para mantermos contato.
BOLETIM INFORMATIVO 43/2008


NOSSOS RIACHOS
NEMA realiza um segundo encontro de trabalho para dar andamento ao Projeto de Recuperação do Rio da Barrinha.

Grupo verifica as condições das nascentes do rio da Barrinha
No dia 10 de abril de 2008, no Espassú, o NEMA voltou a reunir a comunidade de Cumuruxatiba para apresentação da seguinte pauta relacionada ao Projeto:
- Bica da casa de Geane (poço artesiano): A água fica jorrando o dia todo. A idéia foi de instalar um reservatório com torneira para que essa água não seja desperdiçada.
- Data do mutirão de limpeza e atividades de conscientização: 05/06/2008.
- Esgoto: orçamento para construção de fossas sépticas ou outras alternativas;
- Discussão do mapeamento da área, que começou durante a semana;
- Coleta de sementes e preparo de mudas: doações através da Aldeia Tibá (projeto em elaboração);
- Procurar ajuda de especialistas na área para orientação na execução do projeto;
- Visita a Aracruz: Devido a grande quantidade de mudas de espécies para reflorestamento que eles possuem e para uma possível doação de mudas;
- Levantamento de alguns fatores que influíram na degradação o rio: desmatamento para criação de pastagens, pisoteio de gado nas margens do rio, construção de represas, e outros.

Participante debatem as propostas
Foi acertada ainda a divisão das atividades para entrega no dia 26/04/2008, para fechamento do projeto final e da programação do mutirão junto à semana do Meio Ambiente:
- Escolas: Elaboração de gincanas com premiações, teatro, elaboração de planos de aula interdisciplinares para conscientização, paródias, textos e concurso para escolha do slogan do projeto.
- Aldeia: Pesquisar o nome indígena do rio da Barrinha, ajuda para escrever o projeto final e busca por instituições que possam fornecer sementes e mudas.
- Geraldo (Administrador): informar-se sobre o orçamento para fossas sépticas, reservatório para a água da bica, calhas para captar água da chuva das ruas (impedindo que vá direto para o rio) e contatar as secretarias de Prado;
- Capoeira: Elaboração de música temática e adaptação da puxada de rede;
- Assembléia de Deus: Trabalhar na divulgação do projeto junto ao grupo de jovens;
- Nema: Escrever o projeto final, continuar o questionário e mapeamento dos moradores da área, fazer o levantamento florístico da mata ciliar do rio e elaborar a programação da Semana do Meio ambiente junto ao mutirão.
- ACAIC: Elaboração de apresentação de dança afro com a temática do rio através do grupo Sermovimento.
Participaram moradores de Cumuruxatiba e representantes das seguintes entidades: Escola Algeziro Moura, Escola Municipal Tiradentes, Escola Municipal Antônio Climério dos Santos, Aldeia Tibá,Associação Cultural Afro-Indígena de Cumuruxatiba (ACAIC), Capoeira Sul da Bahia, Patrulha de Cumuru, Programa de Saúde da Família (PSF-5), A.C.ISF, Projeto de Gente, Igreja Católica, Assembléia de Deus, Reino das Testemunhas de Jeová e Espasú.
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Universidade Aberta do Brasil
Recebemos o seguinte comunicado de Délia Ladeia, Coordenadora do Polo UAB de Itamaraju:
Bom dia para todos interessados nos cursos de especialização da área de Saude da FIOCRUZ:
Agora sim é realidade.!!!! Já estão abertas as inscrições aos cursos de especialização a distância pela Universidade Aberta ofertados pela FIOCRUZ.
O Polo de Itamaraju tem 30 vagas para Ativação do Processo de Mudança na Formação e 60 vagas para Gestão em Saúde. Todos os interessados deverão fazer as inscrições via internet e preencher os requisitos exigidos no edital que enviamos em anexo.
Na oportunidade, solicitamos divulgação deste processo que certamente beneficiará não só o municipio de Itamaraju, mas toda a região do extremo sul da Bahia.
Em outro e-mail a coordenado Délia ressalta:
Esclareço que esta é uma excelente oportunidade. Imagine uma especialização em saúde ofertado pela Fiocruz, no extremo sul da Bahia, inteiramente pública.!!!
E não ficamos só com a especialização. Em junho estaremos com o vestibular da graduação de matemática no nosso Polo UAB, ofertado pela Universidade Federal da Bahia. Assim que estivermos aptos, enviaremos o edital.
O NEMA tem acompanhado de perto desde o início as gestões para a criação da UAB em nossa região e vê com grande satisfação esta luta transformando-se em realidade.
Parabéns a todos os que tem se empenhado para esta concretização.
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PEIXES MENINOS
O Projeto Peixes Meninos uma parceria do NEMA com o Projeto BioBahia teve o objetivo de proporcionar a um grupo de jovens de Cumuruxatiba maior conhecimento sobre peixes de riachos do Extremo Sul da Bahia.
As atividades iniciaram em agosto de 2005, com trabalhos de campo e atividadfes teóricas. No final de 2006 foi organizado um livro sobre as espécies de peixes da região que foi apresentado durante a Mostra “Kijême Zabêle” e que esperamos conseguir publicar brevemente.
Durante 2007 o “Peixes Meninos” pesquisou sobre a vida dos peixes em uma nascente de riacho. Este trabalho enviado a Congresso nacional estudou comportamento e alimentação dos peixes.
Em março de 2008 foram entregues os Certificados de participação aos jovens Ana Carolina, Camila, Danieli, Fábio, Leônidas, Manoela, Raiher e Vazigton.

Vazigton, Dani, Onda e Luisa(Orientadora) exibem o certificado de participação.
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Nosso saldo atual é de R$ 2.405,59.
Em nossa sede, exposto no quadro de avisos, está a disposição de todos os sócios e visitantes, a relação dos recursos recebidos e dos gastos realizados.
Nosso livro caixa está disponível também na Internet.(clique aqui).
Está disponível também em nossa Sede, para consulta de nossos associados, o Estatuto, as Resoluções do Conselho, o livro de atas das reuniões do Conselho Deliberativo e os textos dos projetos aprovados pelo NEMA. Pedimos a nossos visitantes que assinem o livro de presença e deixem seu e-mail para manter-mos contato.




























































